O jogo é um meio de oferecer às crianças um ambiente de aprendizagem prazeroso, motivador e planejado, com possibilidades de aprendizagem de várias habilidades. Normalmente, professores preocupados com a alfabetização tradicional esquecem-se de que cada criança tem seu tempo e precisam de estímulos, para alcançar a alfabetização, acabam por deixar os jogos de lado, esquecendo-se que estes são instrumentos importantes de alfabetização.
Os jogos como coadjuvantes, na alfabetização, representam mais do que uma mudança de concepção, pois sua utilização deve ser baseada em uma mudança de valores em sociedade, com reflexões dos professores, diretores, pais, alunos e comunidade. Porém, essa abordagem não é tão simples, vai muito além dos muros da escola. Deixar de ver o jogo somente como atividades recreativas, mas como algo que faz parte da cultura da criança, de suas tradições, possibilitando que se desenvolvam melhor na sociedade, conseguindo alcançar êxito em seus objetivos. Na maioria das vezes não existe uma relação direta e significativa entre atividades com jogos e o aprender. Algumas professoras que conheço destacaram um entendimento, mesmo que intuitivo, sobre a importância dos jogos, mas sem uma vinculação direta das atividades pedagógicas desenvolvidas com os alunos. Ã possível perceber claramente uma desvinculação entre os jogos e aprendizagem, pois, a partir desse pensamento, os jogos somente estarão presentes nas brincadeiras das crianças, e não na função de atuante e motivador do aprendizado, essa função de promotora de uma aprendizagem mais significativa, fica a cargo dos professores chamados especialistas (Educação Física). Ao professor da classe cabe o desenvolvimento das atividades primordiais de alfabetização, como por exemplo, matemática. A cobrança dos pais e da própria estrutura de aprendizagem leva os professores a acreditarem que esse tipo de atividade não leva ao conhecimento efetivo.